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Correio da Manhã

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Leonardo Ralha

Jerusalém qualquer dia

Mahmoud Abbas é uma das raras pessoas com esperança em Portugal. Em entrevista à SIC, o presidente da Autoridade Palestiniana lançou o anzol a um dos países com assento no Conselho de Segurança da ONU que irão votar o pedido de adesão da Palestina a membro de pleno direito: "Ajudem-nos e não vos deixaremos ficar mal."

Leonardo Ralha 7 de Outubro de 2011 às 01:00

É possível que Portugal alinhe com o Brasil, a Rússia, a China ou a Índia no que seria o nono ou décimo voto favorável à autodeterminação de um povo martirizado por Israel, pelos amigos árabes, pelos próprios dirigentes e muitas vezes pela sua mentalidade.

Mas será um esforço inglório, pois Obama tem medo de perder o eleitorado judaico (e o financiamento para a reeleição em 2012) e disse que os EUA irão exercer o direito de veto. Além disso, a estratégia de Abbas esbarra na hegemonia do Hamas na Faixa de Gaza e na escolha de capital. Durante o exílio, os hebreus repetiam "até para o ano em Jerusalém", mas os palestinianos querem também a cidade santa.

A única solução para a paz seria ter as capitais de Israel e Palestina em Telavive e Ramallah, fazendo de Jerusalém uma cidade dividida administrativamente e aberta a todos. Oxalá um dia assim seja.

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