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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Julho de 2005 às 00:00
Judith Miller, a jornalista em questão, nem sequer publicou uma linha sobre o caso, que envolve a exposição pública do nome de uma agente da CIA. O marido desta, diplomata retirado, foi escolhido pela CIA para avaliar se o Níger tinha vendido urânio ao Iraque. As conclusões foram negativas, o que desagradou à administração americana, na altura a procurar argumentos para invadir o Iraque. Daí tentar denegrir a reputação do diplomata, dizendo que tinha sido a mulher que lhe arranjara a missão para ele ter algo que fazer.
A ‘Time’, por seu lado, resolveu entregar as notas de um dos seus jornalistas que também se tinha recusado a depor. Nelas revela-se que uma das fontes de artigos que esse jornalista escreveu foi Karl Rove, um dos principais conselheiros do presidente Bush. A ‘Time’ achou que tal se justificava num caso de segurança nacional.
São duas maneiras bem diferentes de interpretar os direitos e os deveres de um jornalista.
Perante o que se passa em Portugal, é bom voltar a dizer que a confidencialidade das fontes é um dos esteios do bom jornalismo.
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