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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Maio de 2005 às 00:00
"Não sou Deus, nem tão pouco um génio”, disse o treinador Peseiro, quando, tendo arriscado mais uma vez no mal amado Pinilla no jogo com o AZ Alkmaar, o chileno marcou aquele golo fabuloso que se viu e alguns jornalistas elogiavam a sua sábia “gestão do plantel”. Bem, Deus, eu também tive logo ali as minhas dúvidas, mas que Peseiro é um génio, é. E isso mesmo se veio a confirmar agora em Braga, quando ele voltou a arriscar no mesmo aparentemente ineficaz Pinilla – que há cinco longos meses fazia um desesperante jejum de golos na equipa – e o transfigurado chileno arrasou o talvez mais sério candidato ao título com um fabuloso ‘hat-trick’. Só um génio podia, de facto, contra tudo e contra todos, vislumbrar aquele inesperado talento por baixo daquilo que os adeptos do Sporting confundiam com vulgaridade e falta de jeito. Um dos traços do génio é a intuição. O dr. Dias da Cunha bem se pode oferecer para pagar o jantar do título para que Peseiro já convidou Trapattoni e Couceiro.
Ao mesmo tempo que Peseiro ganhava a consagração no Sporting, um já consagrado treinador, Jaime Pacheco, era objecto de uma estranha chicotada psicológica. Pacheco, que levou o Boavista a campeão nacional e às meias-finais da Taça UEFA, que construiu e reconstruiu equipas que a SAD foi vendendo de ano para ano, foi despedido agora por comunicado, com o Boavista em quinto lugar e, teoricamente, com acesso às próximas competições europeias.
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