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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Outubro de 2004 às 00:00
Primeiro, Santana Lopes precisa legitimar-se nas urnas. E nada melhor que fazê-lo sozinho para que fique inequívoco o seu peso específico. Santana, em eleições, é um animal feroz, no terreno real ou virtual. Foi impante de confiança que Santana soltou aquela fanfarronice frente a Sócrates quando sublinhou a vitória em Lisboa contra “todas as bancadas” – sem sequer poupar o parceiro de coligação sentado ao lado.
Segundo, o actual líder do PSD acha que, em campanha, a capacidade de Paulo Portas aumenta na medida em que possa muscular o discurso. Um Portas mais radical e nacionalista penetra em franjas do eleitorado rural e suburbano que um Portas centralizado e europeu jamais conseguirá chamar para o voto.
Terceiro, quando se concorre coligado a força menor tende a exacerbar a sua importância na soma de votos a obter, tornando-se menos objectiva a quota de poder que, em caso de vitória, caberia ao partido de Portas.
O pacto secreto que Marcelo predisse é uma inevitabilidade gritada pelos resultados das europeias que ecoa agora nos Açores.
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