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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Dezembro de 2004 às 01:50
Há décadas que a suspeição é constante, arma de ataque e de defesa dos mesmos protagonistas, que a usam impunes à medida dos seus interesses. Foi este um dos segredos do sucesso de Pinto da Costa e, já agora, de Valentim Loureiro. Nunca nada se provou, aliás, em décadas de poder, escândalos e suspeições, jamais o presidente portista se tinha visto tão perto de ser julgado por corrupção como agora. O perigo é que depois de todo este circo mediático, o assunto fique reduzido a entrevistas de robe, como fez Valentim Loureiro, em Abril, na primeira apitadela dourada.
Por isso, a haver corrupção, é bom que a Polícia Judiciária tenha trabalhado para que a juíza Ana Cláudia Nogueira possa decidir em conformidade com a suspeita de culpa lançada sobre Pinto da Costa. Se, mais uma vez, ficarmos pelo fogo-de-artifício é sinal que, a acreditar na PJ, o futebol continua blindado à justiça dourada. Ou, ainda mais grave, que até já a nossa máxima polícia trabalha à medida dos telejornais.
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