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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Junho de 2004 às 00:00
Se Paulo Pedroso esteve preso quatro meses e meio e estava acusado de 23 crimes e a juíza não encontrou motivos para o levar a julgamento, é indiscutivelmente porque nem tudo vai bem neste reino judicial. Ou agora, com esta decisão, ou antes, quando esteve preso preventivamente.
A Justiça tem o direito de se enganar e a sua história está cheia de enganos célebres, em Portugal e no resto do Mundo. Mas quando se engana tem que tirar consequências. Há hipóteses de recurso – e a defesa das vítimas já anunciou essa intenção em relação a Pedroso e a Herman José – mas a decisão de ontem é muito importante. Até porque a juíza decidiu não pronunciar Pedroso, segundo parece, perante a questão formal de a identificação não poder ter sido bem feita.
Se assim é, muito menos devia ter sido preso.
Este tipo de processos é terrivelmente difícil e basta ver o que tem acontecido noutros países. É provável que haja ainda outras surpresas ao longo do processo.
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