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Correio da Manhã

Opinião
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João Pereira Coutinho

Justiça poética

Depois dos chumbos do Tribunal Constitucional, não faltaram por aí poetas com louvores à ‘igualdade’.

João Pereira Coutinho 21 de Abril de 2013 às 01:00

Estranho: agora que o governo pretende respeitar essa musa, parece que os poetas perderam toda a tusa. O que se compreende: uma coisa é proteger os ‘direitos adquiridos’ do funcionalismo público; outra, bem diferente, é pretender que o funcionalismo público habite o mesmo planeta ‘igualitário’ dos privados. Pois bem, as intenções do governo não enganam: se o TC quer igualdade de tratamento para todos, haverá igualdade de tratamento para todos. Nos salários. Nos despedimentos. Na Segurança Social. E nos múltiplos regimes que tão injustamente separavam os rebanhos. Eis a suprema ironia da decisão do TC: ao fazer da ‘igualdade’ uma bandeira, os sábios do Palácio Ratton escancararam as portas para a convergência que faltava.

Tanta justiça poética não devia merecia o silêncio dos nossos poetas.

Texto escrito com a antiga grafia

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