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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Junho de 2003 às 00:00
Uma feliz comunhão entre o chico-empirismo de João Bartolomeu e o frio cálculo dos administradores da Mediacapital mantém o U. de Leiria na primeira metade da tabela classificativa pela terceira época consecutiva. Isto numa cidade que, devendo encarar o seu principal clube como símbolo de uma região emergente, continua a viver de costas voltadas para Bilro e companhia.
Quantos leirienses são genuinamente do União? Como se Leiria fosse uma Amadora mais distante, na cidade todos têm preferência por um grande. Contra Benfica ou Sporting, o estádio do Leiria torna-se maioritariamente hostil aos da casa - este ano registou-se a agravante da equipa ter passado toda a época a treinar e a jogar fora de portas. Ainda assim, enquanto a administração anunciava uma radical dieta orçamental e, por coerência, via jogadores fundamentais e o técnico rasgarem qualquer hipótese de acordo, dentro do campo foram-se somando os pontos e eliminando adversários que marcam para a história a melhor época de sempre do União.
A cereja em cima do bolo virá no Jamor numa grande festa de final de Taça. E quem pode já garantir um vitória portista, quando o génio Silas está em super-forma? Para a próxima época, os homens da calculadora vão apertar o orçamento para quase metade. E este realismo matemático vai exigir do futuro técnico um perfil novo. Depois do ziguezague entre Manuel José, Mourinho, Cajuda. O que Leiria precisa para a próxima época é de um mago com toque de Midas.
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