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Correio da Manhã

Opinião
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2 de Outubro de 2013 às 01:00

António José Seguro precisava de uma vitória e teve-a. A partir daí, as comparações, nomeadamente com eleições para a AR, comportam um grau de risco elevado, até porque a "oferta" eleitoral numas autárquicas é específica e porque parte dos abstencionistas de domingo serão mobilizados para votar em eleições legislativas.

Uma leitura "nacional" das eleições autárquicas traz o PS para os 37% e o PSD para os 31%. Por outro lado, a CDU chega aos 11% e o CDS e o BE obtêm apenas cerca de 3%.

Atente-se nos resultados da sondagem nacional (legislativas) divulgada pela CMTV no início da noite eleitoral: o PS tinha (antes da vitória de Seguro, recordo) 34,5%, o PSD 30,2%, a CDU e o CDS 10% cada e o BE quase 6%.

A leitura "nacional" das autárquicas que os eleitores estão a "processar" está para se confirmar em próximas sondagens, até porque, quando se comparam as eleições de domingo com as de 2009, verifica-se que só a CDU ganhou votos, que o PS perdeu 250 mil eleitores e que o PSD perdeu meio milhão.

P.S.: Afinal o "tal" fenómeno dos independentes não tem expressão. Se retirarmos os casos do Porto, Sintra, Gaia, Matosinhos e Portalegre, provocados por decisões de concelhias do PS ou do PSD, o voto "independente" é residual.

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