Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
9
15 de Julho de 2010 às 00:30

É evidente  também que o primeiro-ministro, a par desta paixão, é uma pessoa que não lida nada bem com as críticas e muito menos com pessoas que, por um motivo ou por outro, o abandonaram por discordar das suas políticas. Há vários casos nestes mais de seis anos à frente do Governo. O mais conhecido e também polémico aconteceu com o professor Campos e Cunha, que só conseguiu ficar na pasta das Finanças uns escassos seis meses.

Este professor, que foi uma das surpresas do primeiro Executivo de Sócrates, tem desde aí criticado fortemente as opções do Governo em diversas áreas. Pois bem. O Governo decidiu alterar o seu site e dar--lhe uma nova imagem. Até aqui tudo bem. Acontece que não esteve com meias-medidas e decidiu vingar-se de alguns dos manifestos rebeldes. E, assim, no arquivo histórico desapareceram não só as fotografias como os respectivos currículos. Campos e Cunha foi obviamente umas das vítimas. Isabel Pires de Lima outra. Dura lex, sed lex.    

LÍNGUA I: LURDINHAS JÁ SABE INGLÊS TÉCNICO

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação, uma das que foram contempladas com um prémio depois de sair do Governo, anda, como se sabe, a aprender inglês a grande velocidade. A razão é simples. Como presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, ficava mal não falar a língua de Shakespeare. Acontece que já começou a ter algumas conversas em inglês. Numa delas, o seu interlocutor abriu os olhos e atirou-lhe: "Cara doutora. Isso é inglês técnico."

LÍNGUA II: POBRE INÊS NO PARLAMENTO

A deputada socialista Inês de Medeiros anda mesmo com muito azar. Foram as viagens a Paris, as trapalhadas com o IRS e agora, quando saiu em defesa da ministra da Cultura por causa dos cortes orçamentais, atrapalhou-se de uma maneira dramática a ler o seu discurso. A pobre nem parece uma artista.

LÍNGUA III: CANAVILHAS E O JOSÉ LUÍS BORGES

A ministra da Cultura está a revelar--se uma pequena maravilha. Canavilhas acha que quando fala tem de fazer citações. Fica bem e segue o exemplo de Sócrates. Na sua última aparição no Parlamento não esteve com meias--medidas. Arrancou logo com uma citação, imagine-se, de ‘José’ Luís Borges. Nem mais, nem menos. Era mesmo para arrasar os deputados da oposição. Esqueceu-se de um pormenor. O homem não se chamava José, mas sim Jorge. Pobre ministra, pobre cultura.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)