Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
2
24 de Julho de 2009 às 00:30

Em Abril o Governo aprovou — e bem — um novo sistema de normalização contabilística, com o objectivo fundamental de aproximar as normas nacionais ao modelo aprovado pela União Europeia, ainda que, como é natural, atendendo às diferentes exigências de relato financeiro. As peças legislativas que o definem e caracterizam foram recentemente promulgadas e publicadas, com aplicação obrigatória após 1 de Janeiro de 2010.

Não discuto a bondade da medida, antes pelo contrário. Só que, o cumprimento da lei vai obrigar a um esforço de adaptação muito exigente para muitas empresas, sobretudo as mais pequenas. As exigências, em muitos casos, serão até formativas, pois está agora em causa a passagem de um sistema de normas baseadas em regras, para um modelo baseado em princípios, requerendo, portanto, um julgamento profissional naturalmente mais complexo. Acresce que as empresas terão de adaptar os seus sistemas de informação, o seu relato, os seus procedimentos e, em muitos casos, haverá implicações de valorização patrimoniais com repercussão relevante.

No meio da maior crise das últimas décadas, com as dificuldades de financiamento que se conhecem, a antecipação dos custos e das exigências que a pandemia de gripe A acarreta, as nossas PME estarão a preparar-se a sério para esta nova realidade e suas implicações? Tenho dúvidas, mas que para muitas vai ser (momentaneamente) um novo e grande escolho, estou convencido.

Ver comentários