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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Maldita inflação

A onda inflacionista que ataca o Mundo por causa dos recordes de preços do petróleo, matérias-primas e bens alimentares está a penalizar duplamente os consumidores portugueses.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Abril de 2008 às 00:30

Os preços dos combustíveis e dos bens alimentares essenciais disparam. Como se não bastasse estes ataques aos orçamentos das famílias, o receio da onda inflacionista também provoca uma subida dos juros, agravando a principal factura mensal de mais de um milhão de famílias: a prestação do crédito à habitação.

Os números do Banco de Portugal revelam que a taxa média cobrada nos empréstimos à habitação já ia em 5,5% em Fevereiro, o que compara com 3,7% de média em 2005. Esta diferença significa um acréscimo mensal de 150 euros por cada cem mil euros de crédito. Num país de baixos salários, em que metade dos trabalhadores por conta de outrem não chega a levar 700 euros líquidos para casa, é fácil perceber a dimensão deste drama.

E o pior é que além da onda inflacionista, que travou uma evolução que há seis meses indicava uma baixa do preço do dinheiro, há também as ondas de choque da crise financeira que dificulta o acesso ao crédito dos bancos levando-os a aumentar as margens. Na próxima actualização das taxas, os consumidores ainda pagarão mais pelo seu crédito. E para milhares de portugueses chegar ao fim do mês com o rendimento disponível é uma odisseia cada vez maior.

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