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Correio da Manhã

Opinião
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João Pereira Coutinho

Mártires da pátria

Depois da ‘euforia’ com o memorando da ‘troika’ (obrigado, Francisco Assis), a pergunta do momento já é outra: como aplicar as medidas previstas no documento? <br/><br/>

João Pereira Coutinho 8 de Maio de 2011 às 00:30

Eu juro que não sei. Verdade que o dinheiro tem muita força – e, sem arrepiar caminho, não há pataco para ninguém. Mas, para sermos rigorosos, a União Europeia e o FMI não pretendem apenas tapar os buracos da pátria; pretendem, coisa diferente, refundar um regime com 37 anos de vícios que não se muda da noite para o dia. Ou alguém acredita que um Estado balofo, omnipresente e omnipotente, que serve de coutada exclusiva para fornadas sucessivas de próceres, lóbis e serviçais, encontra o caminho da virtude até 2013?

Falta-nos competência técnica, é um facto. Mas falta-nos também coragem política – e os partidos, antes de pensarem no país, pensam nas suas clientelas. Que, sem surpresa, já andam a rabiar por aí.

Aplicar as medidas da ‘troika’ a partir de 5 de Junho significa que os vencedores das eleições, sejam eles quais forem, não irão durar mais do que um mandato. Onde estão esses mártires?

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