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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Agosto de 2004 às 00:28
Deixámos assim para trás Taipé e o Cazaquistão – entre muitos outros – mas ainda estamos longe da Hungria, da Eslováquia, da Bulgária ou da Polónia. A verdade é que boa parte da nossa delegação não vai fazer grande coisa aos Jogos Olímpicos porque hoje competir é pouco. Claro que há piores, mas o nosso grau de exigência é baixo. O problema não é só dos atletas, porque destes, de quase todos eles, só lhes sabemos os nomes de quatro em quatro anos. É o modelo desportivo que está em causa, é a forma como as federações se organizam, como são dirigidas. E continuamos a ser incapazes de perceber o que são os desportos colectivos em que primamos sempre pela ausência. E naqueles em que não é assim, melhor fora ficar em casa para não mostrar as nossas vergonhas.
Rui Silva, para voltar a um dos nossos poucos heróis, foi capaz de ser calculista e decidido e de ganhar a sua primeira grande medalha, depois dos triunfos que já tinha tido em pista coberta. Tornou-se grande.
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