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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Junho de 2012 às 01:00

Há quinze anos, Huntington imaginava um paralelo de segurança, que cruzava esse mar, obrigando a Europa a cuidar-se de ameaças criadas pelo potencial conflito constatável entre as suas duas margens.

Há dois anos emergia a ‘Primavera Árabe’ como expressão do descontentamento de uma população jovem, desempregada, sem esperança e sem expectativas de futuro. A crise da economia conduziu a uma crise social e daí àpolítica. Acrescia a hostilidade ao nepotismo, corrupção e desigualdadescrescentes.

O cocktail era explosivo, e as tensões desembocaram ou em eleição de resultados normais, ou à tensão entre Poder Militar e forças sociais e políticas, ou, por fim, ao caos nacional.

Enquanto a margem sul do Mediterrâneo exibiu estas características, a margem norte era entretanto assolada pela crise das dívidas soberanas e da sua moeda única.

A crise é global no Mediterrâneo. Razões diferentes em zonas diferentes. Mas crise! Suspeito que os próximos anos não alterarão esta postura!

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