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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Dezembro de 2006 às 00:00
Os ataques entendem-se. Mendes agarrou no partido com a missão de o conduzir e limpar até 2008. Depois alguém receberia o trabalhinho feito e mostrava-se ao País como alternativa a Sócrates em 2009. Só que perceberam que o ‘ganda nóia’ não se vai entregar numa bandeja e dará luta alicerçado em resultados que as sondagens não reflectem. E que incomodam quem quer o seu lugar.
Ganhou duas eleições no PSD – a última das quais em directas –, deu credibilidade ao partido afastando Isaltino e Valentim (Damasceno apenas saiu da Comissão Nacional), venceu as Autárquicas com grande margem, apoiou Cavaco na vitória presidencial e foi determinante no histórico pacto da Justiça. Isto tudo contra uma maioria absoluta.
O seu maior erro terá sido ir à Madeira apoiar Jardim. Mas aí foi o político ágil que o acusam de não saber ser: a sua ausência podia ter como custo para o PSD perder outra região autónoma. Aí, então, seria o bom e o bonito.
Mendes é acusado de não fazer oposição ao Governo. Mas quem o acusa também não a faz. Preferem o alvo mais pequeno e mais fácil: o próprio Mendes. Sócrates agradece.
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