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Correio da Manhã

Opinião
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22 de Dezembro de 2009 às 00:30

No espaço porque jogava em casa, no tempo porque, enfim, esta é a época do Menino Jesus, uma quadra que o técnico do Benfica quer prolongar até à chegada do Verão. Espirituosidades à parte, o treinador das águias venceu claramente o duelo particular com Jesualdo Ferreira porque escolheu mais acertadamente o ‘joker’ de serviço (Urreta infinitamente superior a Guarín) e porque soube ser mais arguto nas mexidas de banco, durante o jogo. Resultado: a vitória sobre os dragões quebrou o encantamento que parecia colocar o FC Porto na rampa de lançamento para mais um título.

Os quatro pontos de distância entre as duas equipas, no Natal, valem o que valem. Mas se pensarmos que basta um ponto, às vezes nem isso, chega um golo, para fazer a diferença, conclui-se que o Benfica tem razões para sorrir. Não fosse aquele ‘ empecilho’ chamado Braga e quase dava para mostrar os dentes de orelha a orelha. Mérito, pois, para o técnico Domingos Paciência, que recolhe o título oficioso de campeão de Inverno e passa a quadra instalado na liderança.

A jornada fica ainda assinalada pelo regresso do Sporting às vitórias. Mas mantém-se o futebol deprimente, monótono, deslavado. Não há razões para sorrir em Alvalade. Apenas a ideia de que será difícil fazer pior, em 2010. De resto esta é a luz que ilumina o caminho de quem andou a fazer de cigarra até aqui: a de que ainda faltam 16 jornadas para o final do campeonato. João Carlos Pereira, que ontem abandonou o comando técnico do Belenenses, ainda argumentou: "Ninguém desce de divisão no Natal." É difícil encontrar melhor mensagem de esperança para a noite da Consoada. Mas a fé não é igual para todos...

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