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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Mercado sem autoridade

Ontem, em declarações ao ‘Jornal de Negócios’, o comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs, pedia à Autoridade da Concorrência para melhor acompanhar o mercado de combustíveis. O pedido do comissário é quase um exercício académico, porque em Portugal não há notoriamente concorrência no mercado de combustíveis, nem parece haver autoridade. Aliás, até agora a intervenção mais relevante do responsável pela autoridade da concorrência, a 3 de Junho, no Parlamento, foi dar carta branca às petrolíferas. Na altura, Manuel Sebastião disse que tudo o que acontecia no mercado era normal.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 18 de Setembro de 2008 às 00:30

Para o vulgar cidadão não é normal que os argumentos que nas semanas da alta do petróleo davam para subir os preços não sejam agora válidos para os descer.

Em dólares o petróleo já desceu quase 40% desde o recorde máximo de 2008. Como o euro sofreu uma desvalorização, a descida do crude na moeda europeia foi pouco superior a 20%. No entanto, os automobilistas não viram suficientemente reflectida esta descida. É evidente que há que ter em conta outros custos das petrolíferas, além dos da matéria-prima, que se reflectem no valor final – mas parece um abuso os consumidores sentirem tão pouco no bolso a descida do preço do petróleo. E onde pára a autoridade?

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