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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Novembro de 2010 às 00:30

José Eduardo Moniz soube posteriormente explorar e potenciar o filão como director-geral da TVI, derrotando as congéneres brasileiras da Globo e criando uma verdadeira indústria com estrelas nacionais.

Apesar do sucesso, persiste um certo snobismo contra as novelas em algumas elites, sobretudo de esquerda, habituadas a produzir ‘cultura’ subsidiada pelo Estado.

Um blogue de assessores e comentadores profissionais ao serviço do Governo Sócrates na internet tentou, esta semana, ridicularizar o Presidente da República por ter enviado uma mensagem a felicitar a TVI e a equipa que produziu ‘Meu Amor’.

O ridículo recai sobre os próprios. Não é preciso ser espectador deste género televisivo, como não sou, para entender a sua enorme influência no país que somos. Para o bem e para o mal, é um facto incontestável.

Numa altura em que tanto se fala da necessidade de Portugal se dedicar aos bens transaccionáveis – ou seja, aos produtos e serviços que podem ser vendidos nos mercados internacionais, contribuindo assim para o equilíbrio da balança comercial e para a redução do défice externo –, a estação da Prisa parece ter encontrado um produto adequado. É verdade que podemos ficar conhecidos como o país das novelas – e não só televisivas. Antes isso do que uma eterna tragédia portuguesa.

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