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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Novembro de 2006 às 00:00
Miccoli é um jogador temperamental, luta sempre por ser o herói. Em campo corre que se farta, remata muito, gesticula, confronta os árbitros. Sempre que é substituído, mostra aquele ar revoltado, típico de quem acha que acabou de perder a oportunidade de uma vida. Mesmo quando essa substituição é feita a pensar no bem-estar dele próprio, já que se trata de um atleta propenso a lesões e que deve ser poupado sempre que possível, principalmente quando os jogos já estão decididos.
Mas Miccoli não o percebe. Como, apesar de longo historial clínico, não percebeu que os primeiros sinais de dor no jogo com o Marítimo eram sinónimo de nova lesão muscular, a sexta desde que chegou à Luz. Mesmo com o dérbi e o decisivo jogo com o Manchester United à porta, o italiano quis arriscar e disse ao treinador que estava em condições de continuar.
Afinal, o jogo estava empatado e ele ainda podia vir a ser o herói. Mas deu-se mal. Futebol é paixão, mas não só. Também é preciso ser-se inteligente, racional, tomar a decisão certa no momento certo. Miccoli, aos 27 anos, já o devia saber.
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