Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
1
13 de Setembro de 2005 às 00:00
Enquanto o primeiro-ministro aparece envolvido em convites para almoços a candidatos rivais à Presidência – de que obviamente se devia distanciar o mais possível – duas das classes que são pilares do nosso sistema político estão no limite da paciência. A lei é suficientemente obscura para não impedir os militares de participarem numa manifestação, mas pouca gente entenderá, no quadro das actuais condições orçamentais, que não se trate de uma tentativa de pressão no limite do puro abuso.
Uma manifestação de militares ou uma greve de juízes não são a mesma coisa que a manifestação ou a greve de empregadas domésticas. Quando generais, coronéis e juízes acham que os seus problemas estão ao nível dos de qualquer funcionário, algo vai mal no reino.
O direito à greve é um valor absoluto. Mas não deve ser usado em causas muito relativas.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)