Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Mira, que belo negócio

Mira Amaral arrisca-se a ser o protagonista do negócio da década: a compra da parte boa do BPN por apenas 40 milhões de euros.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 7 de Agosto de 2011 às 00:30

O BIC, que tem como principal accionista Isabel dos Santos, a princesa do império angolano, fica com os depósitos, os melhores quadros do BPN e ainda pode receber mais de 500 milhões de euros de recapitalização do Estado Português. Um pequeno banco fica como a instituição mais saudável do sistema bancário à conta dos contribuintes portugueses. Mas Mira Amaral só teve o mérito de aproveitar a oportunidade. A proposta do NEI não era credível e o Montepio, que pagou recentemente mais de 340 milhões pelo Finibanco, não mostrou grande interesse numa nova aposta.

A data da privatização forçada pela troika obrigou a vender o BPN na pior altura possível, durante uma tempestade financeira, com os investidores a fugirem dos activos portugueses. Este caso é também um aviso para o processo de privatizações. Se os mercados não recuperarem, vender ao desbarato pode até ser criminoso.

O Verão de 2011 já fica na história negra das Bolsas. Quinta-feira o presidente do BCE deitou gasolina na fogueira que queria apagar. E ainda falta saber a reacção à quebra do rating dos EUA. 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)