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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Janeiro de 2006 às 00:00
Ou a SIC engorda rapidamente os seus próprios resultados – crescendo para valores a rondar os 27 ou 28 por cento – ou 2006 ficará ‘resolvido’ de forma anormalmente rápida. Por este andar, a TVI e Moniz precisam ‘apenas’ de manter este ritmo por mais meia dúzia de meses, podendo aí, nessa hipótese, começar a cantar vitória.
É certo que há o Mundial de futebol, a partir de Junho, com a SIC a transmitir os jogos de Portugal e, também, mais uma dezena de desafios, mais coisa, menos coisa. Só que esse acontecimento único e aglutinador pode já não ser o suficiente para Penim recuperar a enorme desvantagem com que, eventualmente, venha a chegar ao início do Verão. Servirá sempre, isso sem qualquer dúvida, para a SIC poder discutir a vitória nos dois meses que ‘entram’ pelo Mundial – e até para ‘apresentar’ com grande embalagem a filosofia que pretende para a estação e também o que poderão ser as principais apostas para a segunda metade do ano (embora o tempo de praia nunca seja o mais indicado para aplicar essa estratégia).
A realidade é esta: José Eduardo Moniz tem o ‘jogo’ todo na mão e pode ‘distribuí-lo’ como bem entender. Só com muita inabilidade se perde uma vantagem como a que a TVI conseguiu construir. E inábil, como todos reconhecerão, é coisa que Moniz não é…
O primeiro mês de 2006 está a ser para a estação da Media Capital, por esta altura, um dos melhores de sempre desde a chegada do actual director-geral. Uma média extraordinária (acima dos 33 pontos!) – exactamente a meio de Janeiro – e o conforto absoluto de ver a correr sobre rodas e quase em velocidade de ponta toda a sua ficção nacional. Para além disso, a Informação da TVI, mesmo lançando gente nova na constituição das suas actuais três duplas de apresentadores, mantém performances muito interessantes. As manhãs continuam em crescendo, o ‘late night’ está competitivo e apenas nas tardes parece existir, por enquanto, uma boa margem de crescimento.
RTP e SIC, no entanto, estão prestes a fazer estrear os primeiros grandes trunfos de 2006 – de ‘Dança Comigo’ (na RTP) a ‘Pegar ou Largar’ e ‘Sete Vidas’ (na SIC). Moniz está sossegadinho, para já. Não estreia nada e nada deixa transpirar acerca do ‘reality’ (será?) que, em princípio, poderá chegar lá para Março. A realidade é esta: a TVI já só se pode superar a si própria. A longa distância, RTP e SIC discutem, palmo a palmo, o segundo lugar. O resto é folclore.
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