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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernanda Cachão

Morangos e Merkel

Eis a história de Zhou Li. O investigador verificou que os camponeses chineses deixaram de comer o que vendem as empresas agro-alimentares para as quais trabalham e preferem o que cultivam no quintal – sem pesticidas, quantidades industriais de adubo, hormonas e antibióticos.

Fernanda Cachão 30 de Outubro de 2012 às 01:00

Vem isto a propósito da intoxicação nas escolas alemãs depois da ingestão de morangos cultivados e embalados na China e embarcados para o porto alemão de Hamburgo – por onde entra a maioria dos produtos importados para a UE. Isto faz lembrar a história das pevides.

Em Abril, na feira de Hannover, um empresário português hasteou a verdade bem alto: a Europa tem de ter restrições à importação. "Até pevides chinesas são vendidas nos supermercados, quando poderíamos ser nós a produzi-las." Quem diz pevides, diz morangos.

A chancelaria alemã, investida no papel de farol da UE, enche a boca para criticar os calões do sul e trata de ir comer longe produtos baratinhos, sem controlo de qualidade, vendidos por quem não dá valor ao trabalho. Não sabemos, e é pena, se Merkel comeu os morangos que provocaram a milhares de crianças vómitos e diarreia. Sabemos, sim, que é a economia, estúpida.

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