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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Janeiro de 2010 às 00:30

Pelo meio, ouve-se apelos ao patriotismo, à responsabilidade e, claro, ao interesse nacional. É evidente que no meio de tanto teatro já se tem uma certeza. O Orçamento vai passar na Assembleia da República, não porque seja um excelente documento para a vida dos portugueses, mas essencialmente porque nenhum dos partidos do chamado arco governamental, isto é, PS, PSD e CDS, quer arriscar uma crise política e uma nova ida às urnas na Primavera/Verão deste ano. O conteúdo do Orçamento é algo que não vai, com certeza, suscitar espanto aos cidadãos deste País. A situação económica e financeira é mais do que conhecida e os diagnósticos estão todos feitos e muito bem feitos. Só faltam as receitas. Duras, que vão atingir, mais tarde ou mais cedo, o bolso dos portugueses e, claro, a sua já fraca qualidade de vida. Mas para aplicar as recitas dolorosas faltam médicos e enfermeiros corajosos, que sem papas na língua falem verdade. E a última coisa que os partidos do chamado arco governamental estão dispostos a arriscar são os votos, as mordomias e as prebendas.

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