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Correio da Manhã

Opinião
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18 de Setembro de 2004 às 00:00
No caso de Trapattoni, tratava-se de retirar um médio de ataque – Zahovic – com rendimento reduzido na construção e inexistente na recuperação de bolas. Com a equipa a ganhar em casa por 1-0 ao modesto Moreirense, a nova Luz não perdoou o conservadorismo do técnico que lançou o trinco brasileiro Paulo Almeida.
Em Alvalade, a coisa soou ainda a maior injustiça. Numa competição como a Taça UEFA, reduzido a dez pela expulsão de um defesa-central, e a vencer por 1-0 o Rapid de Viena, qualquer técnico competente teria a atitude de Peseiro reequilibrando a defesa com a entrada de Hugo, e prescindindo de um criativo sem poder de choque como é Danny.
Em ambos os casos, os factos condenaram os assobiantes. Benfica e Sporting marcaram cada um seu golo após os silvos dos adeptos. Esta nova moda dos maiores estádios lisboetas tem apenas uma justificação – o fantasma de Mourinho ficou a pairar sobre o futebol luso e nenhum adepto exigente se satisfaz com menos. O problema é que Mourinho há só um e está pago a peso de ouro no Chelsea.
Que o vazio deixado por Mourinho tolhesse o futuro próximo do FC Porto, percebe-se. Não se entende é que a imagem do campeão europeu ofusque quem trabalha na Luz e em Alvalade ao ponto de comprometer o realismo necessário à dinâmica de vitória.
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