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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Mudanças na floresta

Com milhares de hectares de floresta a arder no Norte e Centro, o ministro da Agricultura proferiu declarações que já provocaram polémica, mas que têm o mérito de alertar para um dos problemas de ordenamento do território que facilitam a propagação dos incêndios.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 13 de Agosto de 2010 às 00:30

Disse o ministro que "temos que perceber que a floresta é um bem público acima de tudo e quando não é feita a limpeza esse facto penaliza não só o proprietário, mas também a população, e temos de analisar medidas mais duras". António Serrano falou em alteração das medidas de gestão da propriedade privada e de uma reestruturação fundiária mais corajosa, que poderá passar por o Estado ter mais responsabilidades nas propriedades privadas deixadas ao abandono.

É verdade que, tal como Paulo Portas reclamou, o Estado é também um mau gestor da sua própria floresta, mas é imperioso que haja uma autoridade que obrigue a um ordenamento florestal. Se o Estado promover, em associação com os municípios e proprietários, modelos de gestão de floresta que reduzam os custos de manutenção e aumentem o rendimento económico, pode reduzir os riscos de incêndio e aumentar o PIB do Interior, cada vez mais abandonado. O tempo urge, em cada Verão que passa a floresta é pasto fácil para as chamas e até 2013 ainda há fundos comunitários, até agora desperdiçados, que podem pagar esse reordenamento florestal.

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