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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Junho de 2006 às 00:00
A Nigéria já lamenta a “desgraça africana” e Waidi Akanni, ex-internacional, agora dirigente em Lagos, diz que, “na Alemanha, a Nigéria chegaria às meias-finais”. Vá lá que Femi Olukanmi, da Federação nigeriana, se desvia da crítica fácil para saudar Angola e dizer que nunca imaginou “que os angolanos pudessem colocar tantos problemas a Portugal…”
No Senegal, o jornalista Ndiaga Sylla resmunga que, “se as coisas continuam assim, lá perde África a possibilidade de ter um sexto representante no Mundial”, enquanto Amara Traoré, antigo adjunto da selecção, acusa as equipas africanas de estarem a jogar à europeia, “o que é contra a sua natureza profunda” e critica “a falta de audácia de Angola diante de Portugal”.
Nos Camarões, o jornalista Hervé Kuamouo prefere escrever sobre o que é importante e denuncia, primeiro, a marginalização de África, “que está sem voz activa na discussão do futuro do futebol”, e, depois, a recorrente tendência dos media ocidentais “de apresentarem as fraquezas africanas e os jogadores de África como crianças grandes, felizes por estarem no Mundial. Certeiro e oportuno nas críticas, Hervé ainda deixa registada uma bela definição do futebol actual: “O único império mundial popular, que faz o que a economia e a política não conseguem – unir os povos!”
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