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Correio da Manhã

Opinião
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João Pereira Coutinho

Na rua

Diz-se por aí que o presente Orçamento de Estado é uma receita do FMI sem o FMI. Verdade. Mas a verdade não deixa de ser dramática: de que nos valem as desvantagens de um ‘Orçamento à FMI’ sem as vantagens do rigor e da vigilância do FMI?

João Pereira Coutinho 23 de Outubro de 2010 às 00:30

Sem esse rigor e sem essa vigilância, não existe nenhuma razão para acreditar no Orçamento e, pior, na capacidade do Governo para o executar. Quem viveu na mentira permanente durante cinco anos não muda de vida à última hora. Por isso são inúteis as negociações entre o PS e o PSD.

Podem produzir um ‘acordo’ que sossega Cavaco. E, para Passos Coelho, podem tirá-lo do labirinto e chutar as eleições para 2011. Mas, pensando no país, daqui a meses estaremos iguais, ou piores, com a economia no buraco, a despesa sempre em roda livre, uma diminuição inevitável da receita fiscal e o défice novamente em perigo.

A única coisa que se espera, quando esse dia fatal chegar, é que o país não perca mais tempo com novos ‘pacotes salvadores’ e meta este governo no único sítio que faz jus à qualidade do chefe. Na rua. Já bastou o que bastou.

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