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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Abril de 2006 às 00:00
O FC Porto seria, de certo, campeão sem esta e outras ajudas dos árbitros, que já as teve e são fáceis de contabilizar. Tem a melhor equipa, de longe o maior orçamento da prova (o dobro do Benfica e três vezes o do Sporting, números grossos) e, nestas coisas, muito raramente há milagres. E não seria um empate em Penafiel que o afastaria do título. Mas o golo que marcou ao Penafiel resultou de um penálti que não existiu.
Os cronistas dos três diários desportivos confirmam--no, toda a gente viu e as imagens estão aí. O jogador do Penafiel não toca em Ibson, que tropeça ou finge que tropeça na bola e cai. Depois fica quieto no chão, a olhar para o árbitro, à espera.
O sr. Duarte, já de si dado a estas coisas, com a festa e o peso do ambiente, lá aponta para a marca da grande penalidade, como quem faz a vontade a um menino. E este nem disfarça a encenação, levanta-se radiante, de sorriso aberto e corre a comemorar – mesmo antes de alguém marcar a falta, e o golo – com os colegas de equipa, vangloriando-se da pequena trapaça com que o sr. Duarte quis comparticipar na festa do título.
Tudo bem, é só para lembrar que, ao contrário do que pretende um famoso cronista do reino, não é mesmo nada “pacífico que o FC Porto tenha sido campeão sem uma única vitória atribuível a favores dos árbitros”.
De favores e desfavores dos árbitros se fazem, em Portugal, os campeões nacionais.
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