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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Não há coincidências

Duas semanas antes das Europeias, os clientes dos produtos de retorno absoluto do Banco Privado Português tinham expectativas de recuperar o dinheiro aplicado no banco de Rendeiro a uma taxa que rondava os 5,5%. Muitos pensavam que a aplicação era um depósito garantido, mas na verdade tratava-se de uma aplicação financeira de risco.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 11 de Junho de 2009 às 00:30

Tanto as autoridades do mercado, Banco de Portugal e CMVM, quanto o Governo pretendiam uma solução para o caso. Houve até declarações públicas, inclusive de José Sócrates, que alimentavam a esperança dos clientes. Entretanto, o Governo recusou meter dinheiro dos contribuintes para salvar o BPP, deixando os clientes do retorno absoluto à mercê do valor real das suas aplicações, o que agora significa uma perda potencial de 500 milhões de euros dos 1200 milhões aplicados. Se o Estado optasse por indemnizar, qualquer futura vítima de burla teria legitimidade para recorrer a uma compensação pública.

Não deixa de ser curiosa a rápida alteração do discurso do Governo sobre o caso do Banco Privado, especialmente se atendermos à coincidência de a decisão ter sido anunciada menos de 48 horas após o desastre eleitoral do PS, castigado por uma subida exponencial do Bloco de Esquerda. Mas em política não há coincidências.

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