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Correio da Manhã

Opinião
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Manuel Catarino

Não se bate em ladrão...

O Tribunal de Albergaria-a-Velha está a julgar um singular caso de ‘justiça popular’.

Manuel Catarino 19 de Setembro de 2013 às 01:00

O queixoso é um assaltante: clama, indignado, que foi ‘barbaramente agredido’ pelas vítimas do crime. Contado assim, parece que o homem tem toda a razão. O Estado não pode permitir que se faça justiça fora dos tribunais. Mas este caso tem as suas particularidades.

O assaltante entrou numa padaria armado de caçadeira – e disparou pelo menos um tiro que atingiu sem gravidade o dono do estabelecimento. Acudiram a mulher e o genro da vítima. O ladrão, de caçadeira em punho, foi dominado – e esmurrado para não voltar a disparar. A GNR levou-o para o hospital, sem dentes e com o nariz partido. Mais tarde, foi condenado a quatro anos de prisão. Queixa-se agora de ter sido espancado e exige 15 mil euros. É natural que a queixa tenha chegado a tribunal.

O que espanta é a ligeireza da procuradora Catarina Duarte – que pediu a condenação dos réus. Já terá ouvido falar em legítima defesa? Responder ao sopapo a quem nos aponta uma arma pode ser um ato de cidadania.

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