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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

No vulcão

Bento XVI acaba de passar três dias no Líbano, naquela que foi considerada como uma das visitas mais espinhosas do seu pontificado. Sendo o país com o maior número de cristãos do Médio Oriente – cerca de 39% da população – e o único que consagra na sua Constituição o princípio da coexistência religiosa, não se pode dizer que a vida das comunidades cristãs libanesas esteja particularmente facilitada. Isso mesmo reconheceu o Papa, na sua ‘Exortação’ aos cristãos locais onde os aconselhou a não renunciarem à sua Fé nem ao seu país por muitas que sejam as provações que enfrentem.

F. Falcão-Machado 21 de Setembro de 2012 às 01:00

Do ponto de vista das relações internacionais, a mensagem de Bento XVI foi porém mais subtil. Neste momento, o problema crucial da região reside na vizinha Síria, um autêntico vulcão onde parece que nem as próprias Nações Unidas conseguem cumprir a sua missão humanitária. Recordou, por isso, o Papa a mensagem de paz, diálogo e reconciliação típica das intervenções da Santa Sé. Mas recomendou igualmente extrema e firme paciência àqueles de quem dependem as soluções. O que, em linguagem diplomática, pode significar que ainda não há um desfecho à vista.

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