Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Noite sem lei nem ordem

As guerras da noite do Porto fazem lembrar as histórias dos gangs de Chicago do tempo de Al Capone. As disputas de território, a extorsão, os assassinatos e a incapacidade revelada até agora pelas autoridades policiais para travar esta escalada de violência e apanhar os autores dos crimes são sinais preocupantes que abalam a confiança no Estado de Direito.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 3 de Dezembro de 2007 às 00:00
Até à notícia do atentado de ontem, em Lisboa não havia tantos sinais de alerta. A PSP tem-se revelado mais eficaz em acções preventivas, como a ‘Operação Polvo’, que há um mês levou à detenção dos principais cabecilhas de uma rede suspeita de extorsão e negócios de prostituição, droga e armas, que também tinha ligações com o caso Passerelle, em julgamento.
Ontem morreu vítima de um atentado à bomba um empresário da noite lisboeta, um crime que se destaca pelo trabalho de especialista de quem colocou o engenho explosivo no automóvel, que só atingiu o condutor. Curiosamente, a vítima mortal de ontem era testemunha de acusação no processo Passerelle. As autoridades estão a investigar a ligação entre o crime de Lisboa e o que se passa no Porto. A verdade é que é urgente resolver estes casos e dar aos cidadãos a certeza de que o Estado de Direito vigora em todo o território, a todas as horas, do dia e da noite.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)