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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Setembro de 2003 às 00:00
Nasceu assim, entre nós, o Sistema Nacional de Identificação e Registo de Bovinos (SNIRB), o qual foi apressadamente aplicado a Portugal, sem na maior parte dos seus aspectos práticos se ter reflectido suficientemente sobre consequências e por isso ainda hoje existem problemas, de ordem prática e técnica, que não se encontram resolvidos.
O SNIRB, carece mesmo de homologação em Bruxelas, de maneira a ser considerado capaz para atingir os objectivos desejados. Os criadores portugueses, que diga-se desde já, desejam ardentemente o Sistema a funcionar o mais eficaz e rigorosamente possível, têm apontado aquelas carências e deficiências e em simultâneo avançado com ideias alternativas que permitam melhorar o desempenho do Sistema levando-o a atingir os seus fins com facilidade prática e transparência.
Desde o início, que vimos chamando a atenção das Autoridades, especialmente a Direcção Geral de Veterinária, para as graves situações que ocorrem inúmeras vezes com a aplicação das marcas auriculares nos vitelos recém-nascidos. Dadas as condições de criação e maneio da maior parte dos nossos efectivos – em regime extensivo – a que acrescem as condições climáticas de Portugal, especialmente nos meses de Primavera e Verão, quando ocorrem a grande maioria dos nascimentos naquele sistema de produção, a percentagem de animais com os pavilhões auriculares infectados ao fim de poucos dias de aplicação é enorme, tendo como consequência a necessária remoção dos "brincos" e posterior aplicação de novas marcas, já que ao utilizar os originais estes se inutilizam.
Dadas as características dos nossos sistemas de criação, e à semelhança do que acontece em Espanha, seria desejável que a aplicação de marcas pudesse ocorrer mais tarde – até ao desmamar dos vitelos, ou até ao seu primeiro movimento a partir da exploração.
Este artigo é da responsabilidade exlusiva da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal
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