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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Notas enológicas

Realizou-se há dias nos Estados Unidos a ‘San Francisco Wine Competition’, um concurso internacional de vinhos que reuniu representantes de 27 países e um total de 3897 rótulos.

F. Falcão-Machado 23 de Julho de 2010 às 00:30

Para surpresa de muitos, os vinhos mexicanos receberam este ano21 medalhas, das quais duasde ouro. Existe por vezes uma certa reserva perante tais concursos, temendo-se que tudo não passe de um jogo com ‘cartas marcadas’. Nesse caso, não há nada como cada um proceder às suas próprias averiguações…

Mas a história dos vinhos mexicanos merece uma palavra. Foi Cristóvão Colombo quem trouxe (em 1493) pés de vinha para o continente americano. Essa iniciativa foi em parte influenciada pela Igreja Católica, cujos rituais eucarísticos não podiam passar sem vinho. Com a expansão colonial, começaram não só a ser identificadas as regiões que ofereciam melhores condições para o cultivo da vinha, mas também a seleccionarem-se castas e a aperfeiçoarem-se os métodos de fabrico. A primeira adega mexicana a estruturar--se como empresa moderna foi a de Santo Tomás, surgida em 1888 e ainda hoje operacional. Depois disso, muitas outras se criaram, e a qualidade das suas safras só tem melhorado. Aconselho o leitor a saborear um vinho mexicano na primeira oportunidade.

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