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Correio da Manhã

Opinião
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27 de Setembro de 2005 às 00:00
Um, dois, três, quatro, cinco. A vantagem dos goleadores, quando estão bem, é que nem precisam de falar. Olhamos para a ficha dos jogos e percebemos. Nas duas últimas aparições, Nuno Gomes marcou cinco golos e isso diz o suficiente sobre o momento de forma do avançado do Benfica.
Para já, é ele o principal beneficiado pela contratação de Miccoli. Mas é preciso cuidado e não atribuir ao italiano o mérito que é do internacional português. Em Penafiel, por exemplo, Miccoli ausentou-se no primeiro golo e viu o segundo do balneário.
Além dos golos, que são quase tudo, Nuno Gomes demonstra alegria e confiança. Move-se com elegância, tabela bem, oferece boas soluções. O golo da quinta jornada nasceu assim: corrida a pedir bola, passe de Petit e festa. Espera-se que Scolari estivesse pelo menos a ver pela televisão.
Com Postiga na bancada, Hugo Almeida no banco e Pauleta intermitente, o melhor marcador da Liga merece indiscutivelmente participar na festa de apuramento para o Mundial’2006, em Aveiro. Se o seleccionador continuar a persistir em ignorar Nuno Gomes, teremos um problema. E Portugal não precisa disso, pois não?
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