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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Outubro de 2004 às 00:00
Contra esta dinâmica de vitória dificilmente podem levantar-se, para já, as estrofes de Alegre. João Soares parece rendido, num discurso que a prazo ameaça servir frio.
A receita de Sócrates é simples – comunicação eficaz; oposição pró-activa; rápida definição das principais peças para as autárquicas; novo movimento de abertura do PS à sociedade civil.
Novas Fronteiras, assim se chama a abrangência. Esta expansão que os grandes partidos, quando oposição, ensaiam para abarcar inteligência independente é sempre seguida, no poder, de um movimento contrário onde o atomismo militante provoca uma contracção que tritura os incautos crentes na boa fé da coisa. Sobreviver é aderir.
Os independentes, respeitados pelos pares nas academias ou reconhecidos no espaço mediático, multiplicam votos e dão óptimos ministros prontos a remodelar aos primeiros sinais de desgaste governativo. Só a cegueira da ambição de mando leva ainda gente a iludir-se com um discurso de abertura que logo a prática contraria pela essência atávica dos partidos novecentistas.
As fronteiras dizem-se novas mas o aparelho que elegeu Sócrates já estende arame farpado.
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