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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Outubro de 2003 às 00:00
O que já se revela precipitado é o alarme que envolveu tal anúncio. E logo no dia da demissão do respectivo presidente, com toda a pressa de mostrar trabalho.
Portugal sofre de notórios atrasos de prevenção e protecção civil. Este Verão, os fogos florestais assumiram aspectos de calamidade. E a displicência com vaga de calor deu para perceber que não havia respostas preparadas.
É por isso que tem todo o ar de sacudir de água do capote o tom de alarme do alerta de anteontem. Os primeiros sinais de Outono mereceram um enfático comunicado, proclamando medidas alegadamente excepcionais para uma situação, afinal, natural. Apelou-se à desobtrução dos sistemas de escoamento, à limpeza de bueiros e algerozes, até ao fecho de portas e janelas.Em cima da hora, já não havia tempo para nada. O mais importante é uma a pedagogia permanente de prevenção e protecção civil. A todos os níveis. Para o país não vir abaixo ao primeiro abanão.
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