Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
9
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

O altar de Madaíl

A enorme desilusão protagonizada pela Selecção de Sub-21 no Europeu permite um punhado de ensinamentos: são raros os portugueses que lidam bem com a obrigação de vencer que o favoritismo traz.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 29 de Maio de 2006 às 00:00
O nosso país é mais fértil em fernandos mamedes – que adoecem postos perante a sua teórica superioridade sobre a concorrência – do que em carlos lopes – que fazem da obrigação de vencer força para chegar em primeiro efectivamente. Mas esta vocação para o fado pessimista, mesmo quando tem dimensão nacional, pode e deve ser combatida. Com competência.
A forma como foi gerida a expectativa de ida ao Mundial de alguns jovens e a posterior passagem destes desiludidos de Scolari (Quaresma, por todos, mas também João Moutinho e Hugo Almeida) para a Selecção de Sub-21 foi, comprovadamente, mal gerida. Gilberto Madaíl deixou que Scolari e Agostinho Oliveira se digladiassem publicamente. A ideia que ficou foi a de que Agostinho Oliveira não abria mão das jovens vedetas. Quem pretendia depois deste doloroso processo que estes jogadores rendessem nas mãos do algoz do sonho de estar na Alemanha?
Claro que, como sempre, Madaíl já tem ali à mão uma vítima para sacrificar no altar da sua perpétua manutenção no cargo.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)