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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Outubro de 2004 às 00:00
Há 50 estados, com número de votos segundo sua população: a grande Califórnia tem direito a 54 votos e o pequeno Maine só 4. Quem ganha um estado, mesmo pela simples diferença de um voto popular, fica com todos os votos desse estado.
Daí não interessarem aos candidatos os estados certos nas suas convicções. Estão no bolso, não se faz lá campanha. O Texas republicano não vai ver por estes dias nem Bush, que sabe garantidos os 34 votos texanos, nem Kerry, que já os deu por perdidos. O inverso acontece com os 12 votos do democrata Massachussets. Ambos os estados já são ou caso perdido, ou caso achado.
Bush e Kerry gostam é de estados dançarinos (chamam-se cá swing states). Um destes é o Ohio. Tem 20 votos para distribuir e faz-se caro, ninguém sabe para que lado vai cair. “Olá, cá estou eu outra vez”, brincou Kerry, sábado passado, num comício numa herdade do Sul do estado. Os camponeses sorriam, gostam que lhes venham comer à mão. Hoje, terça-feira, Kerry vai voltar cá.
A capital do Ohio é Columbus. Cidadezinha conhecida por isto: é a sede da American Whistle Corporation (AWC), a única fábrica de apitos de metal em todos os EUA. Apitos usados pelos polícias, mas também pelos árbitros. Todos os anos, a final da Superbowl, de futebol americano, tem um apito oficial da AWC. Como eu vos dizia, o Ohio é que vai decidir a coisa.
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