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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

O aspirador fiscal

A proposta preliminar do Orçamento do Estado mostra uma compulsão do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em sacar tudo o que pode aos portugueses.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 14 de Outubro de 2012 às 01:00

Como sempre acontece, o IRS reforça o seu poder de aspirador das receitas do esforço dos cidadãos. Todas as famílias são penalizadas. Mesmo quem tem rendimentos que rondam os mil euros brutos vai perder o equivalente a 1 salário e quem leva três mil euros líquidos já é tributado como um milionário. A pressão do confisco vai prolongar a recessão, porque tira mais de dois mil milhões de euros às famílias. E este dinheiro vai faltar à procura interna e multiplicar as falências e o cenário de terror do desemprego.

A boa notícia da economia tem sido as exportações, mas a procura externa não resolve todo o problema, nem o gigantesco desemprego. Gaspar até pode conseguir bater Salazar no equilíbrio das contas externas, mas isso vai ser conseguido à conta do sacrifício de milhões de portugueses que vão sobreviver a pão e água.

A taxa liberatória de 28% sobre os juros das poupanças é um confisco. Não é sobre o rendimento dos verdadeiros milionários, que têm o dinheiro nas offshores. Quem vai pagar é a classe média, especialmente os mais idosos que conseguiram maior aforro.

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