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Correio da Manhã

Opinião
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Paulo Rodrigues

O balançar da Justiça

Esta semana foi aplicada uma pena de prisão efectiva a dois polícias por, supostamente, terem agredido um cidadão.

Paulo Rodrigues 16 de Julho de 2011 às 00:30

Não podemos, por princípio, pôr em causa as decisões dos tribunais. Mas nada nos impede, porque também somos cidadãos, de nos indignarmos com a pena aplicada. E esta indignação tem por base as penas que têm sido aplicadas a quem agride, com violência, polícias.

É importante questionarmos quantos foram os condenados a prisão efectiva por terem agredido polícias? Qual a pena aplicada ao agressor do polícia nos Açores, que foi hospitalizado e ficou com marcas para a vida? Desconhecemos qualquer pena de prisão efectiva. Como podemos entender que o bastonário da OA, reagindo à sentença, venha regozijar--se, salientando que na PSP existem casos de torturas e violência gratuita? Porque será que o dr. Marinho Pinto nunca concretiza as acusações? Porque será que nunca comunicou às entidades competentes, se conhece, como afirma, estes casos? Aos responsáveis pela imagem e credibilidade da Justiça em Portugal pede-se mais mas, sobretudo, melhor.

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