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Correio da Manhã

Opinião
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11 de Março de 2005 às 00:00
Agora o novo primeiro-ministro acabou com a decrépita cerimónia dos cumprimentos aos membros do governo empossados. Um momento que atirava Portugal para o bafio da História onde, em cada repetição, reavivava as mais ácidas páginas de Eça.
Ali, entre as centenas de interessados que se juntavam para a penosa espera que fazia subir a temperatura das salas acima dos quarenta graus, o povo, os milhões de portugueses que olhavam pela televisão ou nas páginas dos jornais, sentia-se irremediavelmente excluído – lá estão eles, os dos contratos de empreitada com derrapagem nos custos, dos saborosos lugares públicos, os candidatos à vitória nos mais variados concursos das mais variadas tutelas.
Uff! Que fresca aragem vai soprar pelo Palácio da Ajuda sem a presença dos penduras do costume, todos de garfinho em riste para marcar presença no grandioso buffet do Orçamento.
A estes sinais de comunicação positiva terá José Sócrates que somar uma dieta de beija-mão igualmente para os socialistas do aparelho. Só assim o País entenderá os sacrifícios para que será convocado.
E nesse domínio, mais substancial, vamos esperar para ver.
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