Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
8
16 de Maio de 2005 às 00:00
A lista de apoiantes tinha a assinatura de muita gente valorosa e corria transversal ao espectro ideológico.
Agora Sá Fernandes aceita o apoio do Bloco de Esquerda. O candidato perdeu a pele do altruísta que se bate pela regeneração dos critérios de gestão pública e resolve um problema a Francisco Louçã. Sem aliança com o PS, com quem avançaria o Bloco de Esquerda numa candidatura a Lisboa que tem quase garantida uma cadeira de vereador? O candidato viria da ala trotskista ou da forte tendência ex-UDP? Com o nome de Sá Fernandes, avançado na convenção, Louçã evitou mais um forte pólo de tensão interna. E um risco de mais ruído na comunicação.
Ao aceitar o apoio de um partido que gere as suas causas instrumentalmente, numa lógica de poder, Sá Fernandes distorce todo o sentido da sua actuação recente.
Afinal a luta contra o Túnel do Marquês fazia já parte desta estratégia com o Bloco? É lícito admitir que sim, por mais que o candidato negue.
Com este casamento de interesses entre o Bloco e Sá Fernandes, é o velho sistema partidário quem mais pode respirar de alívio.
Afinal não há independentes.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)