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Correio da Manhã

Opinião
25 de Julho de 2006 às 00:00
A vida pública é ingrata. Instituições e personalidades com a maior das facilidades enlameiam publicamente gente séria. Usam o poder de fogo que têm e lançam na Comunicação Social o opróbrio sobre as suas capacidades e competências. Aproveitam a vantagem resultante da força e do peso das instituições que as acolhem e em nome das quais falam. Sabem que a resposta nunca consegue ser dada de forma equivalente.
Não pretendo comentar o que só conheço pela Comunicação Social: a análise positiva a um controlo de dopagem a que foi sujeito o jogador de futebol do Benfica Nuno Assis. Mas o que li e ouvi incomodou-me ao ponto de ter de dizer o seguinte: o director do Laboratório que procedeu às análises, Luís Horta, é só o português mais prestigiado em termos internacionais em matéria de luta antidopagem. O que Portugal tem nesta matéria deve-o, em muito, à competência, à seriedade, ao profissionalismo e à dedicação deste homem.
O presidente do Conselho Nacional Antidopagem, Luís Sardinha, é um prestigiado académico, reconhecido nacional e internacionalmente, um homem sério e respeitado na comunidade científica a que pertence. Os membros do CNAD são pessoas que, há longos anos, exercem com competência e profissionalismo as suas funções.
Não me pronuncio sobre a questão de fundo, porque a não conheço com os detalhes indispensáveis numa matéria de tão grande melindre. Não tomo, sequer, partido sobre a natureza das diferentes decisões. Tomo partido pela defesa das pessoas. Pela defesa do seu bom-nome e da sua honorabilidade.
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