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Correio da Manhã

Opinião
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31 de Maio de 2005 às 00:00
O ‘não’ francês foi, por isso, um ‘sim’ à prioridade dos seus problemas individuais sobre os da Comunidade. Porque, por exemplo, os franceses que vivem no nosso País, como poucas razões de queixa têm de Jacques Chirac e Jean-Pierre Raffarin, votaram esmagadoramente a favor: 860 contra 276. E é, por isso, fácil antever que esta posição será extensiva a todos quantos, por essa Europa fora, se sentem estrangulados pelo cinto da crise económica. Esta questão remete-nos para um problema complexo que a União Europeia (UE) tem de resolver para continuar a consolidar-se enquanto Europa Unida: o de os europeus usarem a UE, que lhes é mais ou menos indiferente, como forma de penalizarem os seus governos locais.
Os políticos foram negligentes na época de bonança e, agora, estão a pagar o facto de terem preferido usar os dinheiros comunitários para prolongarem mandatos, em vez de ajudarem o cidadão comum a sentir-se europeu. Sem isso, a UE terá grandes dificuldades em superar os desafios que se avizinham.
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