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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Agosto de 2004 às 00:00
Depois, deixaria, por uma vez coquette como uma velha dama de Budapeste, que a coroa de folhas de oliveira lhe ornasse a fronte.
Ouviria o hino húngaro com a dignidade dos fortes. Veria a sua bandeira subir o poste central e o queixo não haveria de tremer. Magnânimo, chamaria para o seu lado, Aleksander Tammert, o estoniano barbudo, prata, e o também húngaro Zoltah Kovago, bronze. Ele, Fazekas, morderia o ouro quando os três posassem para os fotógrafos. Era assim que estava previsto o dia de ontem.
Houve, porém, um percalço. Soubemo-lo momentos antes de tudo se dar como acima se disse, quando o pódio já estava à espera de realizar o sonho de Robert Fazekas.
Aconteceu que ele não quis fazer chichi. Não tendo Fazekas feito, subiram todos um degrau enquanto ele deu um trambolhão. O hino escutado foi estoniano. O ex-bronze Kovago, húngaro mas não se importando de urinar, teve prata. E repescou-se um lituano que pensava que tinha vindo a Atenas em vão.
Tanta mudança por uma simples braguilha teimosa.
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