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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Maio de 2006 às 00:00
Em todas as circunstâncias. Seria o mesmo que num clube a equipa principal estar dependente da equipa de reservas ou dos juniores.
Por muito importantes que sejam – e são – os interesses da Selecção sub-21, terão que estar sempre submetidos a outros, maiores, que se jogam na Alemanha. As equipas nacionais de jovens são espaços de passagem, não de chegada. Convém que não haja dúvidas sobre essa hierarquia. Claro que é mais simpático o personagem ‘Scolari da bandeira’ do que o Felipão-sargentão’, mas isso é apenas um pormenor de feitio, não de substância.
PS 1 – Na primeira vez em que se referiu à continuidade de Sá Pinto, creio que após o último jogo da Liga, Paulo Bento foi suficientemente evasivo para se perceber que não era, pelo menos, o jogador dos seus sonhos para a próxima época. O próprio Sá Pinto o percebeu. É um facto que Soares Franco tinha sido suficientemente encorajador na campanha eleitoral para que se aceitasse que lhe tinha aberto uma porta. Mas as campanhas eleitorais nunca foram alturas de se dizerem muitas verdades. A verdade é que os grandes símbolos, muitas vezes, se tornam grandes problemas. E caros.
PS 2 – O Vitória de Guimarães desceu e toda a gente ficou triste. Mas este é um bom momento para o clube se reorganizar e pensar no futuro. O Sevilha, que esta semana ganhou a Taça UEFA, estava na II Divisão há pouco tempo; o Celta de Vigo, que deve ter um lugar na Liga dos Campeões da próxima época, subiu há uns meses de divisão. No futebol não há destinos traçados – há destinos que se traçam. Norton de Matos é um bom começo do caminho de regresso.
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