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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo Fonte

O comboio não apita

As greves de trabalhadores da CP provocaram em 2011 o cancelamento de quase 20 mil comboios e uma perda de receitas a rondar os oito milhões de euros. Os números são avançados no mesmo dia em que os sindicatos encetaram uma nova "jornada de luta". Como? Com mais um pacote de greves, é claro.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 9 de Junho de 2012 às 01:00

Não se retire daqui um libelo antigreve. Entenda-se, antes, uma resistência à banalização desta forma de protesto consagrada na Constituição. Não é necessário ser nenhum iluminado para perceber o quão danoso representa para as contas da empresa, para os próprios trabalhadores e para os utentes a utilização indiscriminada deste direito. Trata-se de um jogo singular com um resultado conhecido ainda antes do início da partida – todos perdem.

O que antes seria uma acção com o efeito devastador de uma bomba atómica transformou--se, pela força da repetição – no ano passado registaram-se 12 dias de greve total e 83 dias de parciais –, numa bomba artesanal com tendência a rebentar nas mãos de quem a prepara.

Sem discutir a justeza das pretensões dos trabalhadores, o que se pede é uma reinvenção das formas de protesto, cimentadas numa base de diálogo e sensatez.

Paulo fonte chefe de redacção/revistas

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